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  • Foto do escritor: Paulo Bonato
    Paulo Bonato
  • 23 de jan. de 2023
  • 3 min de leitura
Fissura Labio Palatal

“Desenvolvimento embriológico do palato se inicia aproximadamente na quarta semana de gestação, com o início do desenvolvimento da face. É nessa fase que se forma o palato primário .”

As fissuras labiopalatinas são os defeitos congênitos mais comuns entre as malformações que afetam a face do ser humano, atingindo uma criança a cada 650 nascidas (Carlini et al., 2000; Alonso et al., 2009; Nascimento 2017).

De origem latina, a palavra “fissura” significa fenda, abertura.

O que é fissura labiopalatina?

A maioria dos estudos considera as fissuras labiopalatinas como a não união de estruturas embrionárias. Ou seja, tanto o lábio como palato (“céu da boca”) são formados por estruturas que, nas primeiras semanas de vida, estão separadas.
Estas estruturas devem se unir para que ocorra a formação normal da face. Se, no entanto, esta fusão não acontece, as estruturas permanecem separadas, dando origem às fissuras no lábio e/ou no palato.
As fissuras faciais são estabelecidas na vida intrauterina, no período embrionário (ou seja, até a 12ª semana de gestação), e apresentam grande diversidade de forma pela variabilidade na amplitude e pelas estruturas afetadas no rosto. 

Classificação das fissuras
De acordo com as estruturas afetadas da face, as fissuras recebem uma classificação. Spina (1973) adotaram como elementos de referência o forame incisivo, que se caracteriza pelo limite existente entre os palatos primário e secundário - pró-lábio, pré-maxila e septo cartilagionoso - separando as fissuras labiopalatinas sob três tipos: fissura pré-forame incisivo, fissura pós-forame incisivo e fissuras trans-forame incisivo (Alonso et al., 2009; Spina, 1973; Carlini et al., 2009). Neste sentido, entende-se como fissura pré-forame incisivo fissuras de natureza labial unilateral, bilateral e mediana.

Por que ocorre?
Não há apenas uma causa para a ocorrência da fissura. Acredita-se que a fissura se dê por uma interação de diversos genes associados a fatores ambientais; este modelo é conhecido como herança multifatorial.
Os fatores ambientais mais conhecidos que são de risco para as fissuras são: bebida alcoólica, cigarros e alguns medicamentos (como corticoides e anticonvulsivantes), principalmente quando utilizados no primeiro trimestre da gestação.

A ação destes fatores ambientais depende de uma predisposição genética do embrião (interação gene versus ambiente). 

Como é o tratamento?
O processo de reabilitação é longo e deve observar o crescimento craniofacial do paciente para que não haja sequelas, como crescimento ósseo inadequado.

A reabilitação compreende etapas terapêuticas de acordo com idade e crescimento, e envolve a atuação de diversas especialidades, sendo um trabalho em equipe multiprofissional.

A atual rotina adotada pelos profissionais para o atendimento inicial é realizado por uma equipe de diagnóstico interdisciplinar e tratamento integral (estético, funcional e social), composta por profissionais da cirurgia plástica, fonoaudiologia e odontologia, especialidades consideradas o tripé básico na reabilitação das fissuras, além de um profissional de genética, psicologia e enfermagem. Mantendo acompanhamento e afeto com estes pacientes, orientando seus pais quanto aos cuidados até mesmo na amamentação.

Após essa primeira avaliação são discutidas as condutas terapêuticas iniciais e realizado encaminhamento para exames e outros atendimentos, de acordo com a necessidade de cada caso. Ou seja, embora haja um protocolo comum de etapas e condutas terapêuticas no tratamento da fissura labiopalatina, cada caso é único e analisado individualmente, pois a evolução do tratamento depende de vários fatores individuais. E o protocolo estabelece as épocas adequadas de cada intervenção, sempre respeitando o crescimento craniofacial e a maturidade fisiológica do paciente.

Caso você tenha alguma dúvida sobre o procedimento, não deixe de esclarecê-la com a nossa equipe, que tem o conhecimento necessário para poder orientá-lo da forma correta.

Conheça a nossa história e a estrutura da nossa clínica.

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​Tel: (41) 99197-4497


 
 
 

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