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3 Horizontes de Inovação

Foto do escritor: Paulo Bonato
Paulo Bonato
3 de jan. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 26 de mar.

Quem já trabalhou em empresas pequenas ou familiares e, posteriormente, em empresas multinacionais, percebe claramente a diferença no nível de maturidade entre essas organizações.


A busca por melhoria contínua e inovação é uma preocupação constante de empresários e gestores. Mas surge uma pergunta importante: como planejar o desenvolvimento e a inovação dessas organizações no curto, médio e longo prazo de forma sustentável, minimizando riscos e maximizando resultados?


Um dos caminhos que encontrei foi o modelo dos 3 Horizontes de Inovação, um framework criado em 1999 por três especialistas da McKinsey & Company e apresentado no livro The Alchemy of Growth.


Os Horizontes de Inovação dividem a forma como trabalhamos os projetos em três dimensões temporais: H1, H2 e H3.Para cada horizonte, existem objetivos, estratégias e ferramentas específicas.




H1 - Negócios Atuais


O primeiro horizonte é o da sustentação e defesa do negócio atual.Os projetos desse horizonte têm como objetivo gerar resultados no curto prazo e fortalecer a posição atual da empresa no mercado.

É nesse momento que buscamos otimizar processos internos, reduzir custos, eliminar desperdícios e tornar a operação mais eficiente e ágil.

Se a sua empresa possui certificação ISO 9001, provavelmente já conta com alguns processos estruturados. Nesse contexto, a implementação de programas como Lean Six Sigma — ou mesmo a aplicação de ferramentas como o DMAIC — pode acelerar significativamente os ganhos de eficiência.

Em entrevista com Fabrício Lopes, gerente de inovação do Sistema Fiep, ele comentou que muitas empresas ainda não implementaram a filosofia Lean manufacturing, apesar de ela existir desde a década de 1980.

Quando olhamos para vendas e marketing, o foco do primeiro horizonte é otimizar a experiência e a jornada do cliente atual, colocando-o no centro da estratégia. Para isso, muitas vezes é necessário redesenhar processos, investir em comunicação interna, capacitar a equipe de vendas e aumentar a produtividade por meio da adoção de novas ferramentas e tecnologias, como CRM, ERP e Business Intelligence.

Nesse cenário, um planejamento estruturado de marketing e vendas — ou mesmo um business plan — torna-se fundamental para direcionar as ações e maximizar os resultados.


H2 - Novos negócios Adjacentes aos Atuais.


O segundo horizonte está focado na expansão do negócio, por meio da criação de novas oportunidades em mercados, clientes, serviços e produtos. Os projetos desse horizonte têm foco no médio prazo.

Esse horizonte costuma ser fortemente liderado pela área de marketing, já que é fundamental analisar mercados, tendências e concorrentes, com o objetivo de aproveitar competências e estruturas já existentes para explorar mercados adjacentes.

Aqui surgem diversas oportunidades de crescimento. Podemos, por exemplo, ampliar as vendas dentro de clientes já atendidos, alcançando outros departamentos da mesma empresa, abrir uma nova filial ou até expandir o relacionamento para outras empresas do mesmo grupo ou família empresarial do cliente.

Também é possível fortalecer a proposta de valor com a inclusão de novos produtos ou serviços complementares, como treinamentos, assistência técnica, contratos de manutenção ou serviços de entrega, sempre tomando cuidado para manter o foco no core business da empresa.



H3 - Negócios completamente novos


O terceiro horizonte é o da criação de alternativas para os negócios do futuro. É nesse momento que a empresa começa a construir as bases que irão mantê-la relevante e competitiva nos próximos anos — ou até décadas.

Os projetos desse horizonte costumam ter alto potencial de valor, mas também são de longo prazo e envolvem maior nível de incerteza. Normalmente estão associados a inovações mais disruptivas, como aplicações de Artificial Intelligence, Blockchain ou Augmented Reality.

No entanto, é importante lembrar que tecnologia por si só não é inovação. Essas soluções precisam resolver problemas reais do mercado. Para isso, muitas empresas recorrem a parcerias estratégicas, programas de inovação aberta ou até mesmo à criação de novas empresas e spin-offs.

Esse também costuma ser o horizonte que enfrenta maior resistência dentro da organização. Muitas vezes a liderança está focada em prioridades imediatas e na eficiência operacional, deixando a inovação em segundo plano.


Por isso, nosso papel é apresentar e defender uma visão de longo prazo, ajudando a empresa a estruturar iniciativas que preparem o futuro do negócio. Isso envolve criar projetos exploratórios, formar times ágeis e proteger os espaços de experimentação necessários para que a inovação aconteça.


Quer aplicar essa e outras ferramentas no seu negócio?

Fale com nossa equipe e veja como podemos ajudar sua empresa. Whatsapp (41) 9 9844-9306

 
 
 

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